Jogos cooperativos mudam o mundo (e nós podemos provar)

O que você vai ler

Jogos cooperativos focam na colaboração ao invés da competição e são uma ferramenta poderosa no desenvolvimento social e emocional de indivíduos de todas as idades

Utilizados por pedagogos e profissionais de Educação Física para construir ambientes coletivos saudáveis, os jogos cooperativos são ferramentas poderosas capazes de transformar escolas, empresas e comunidades. Além disso, não têm restrição de idade!

Quem participa dessas atividades aprende a trabalhar em conjunto para solucionar problemas e concluir tarefas. Pense nisso como estar em uma equipe onde todos se ajudam para vencer.

Neste texto você vai conhecer um pouco mais sobre essa modalidade e como ela é usada para educar jovens e treinar profissionais em carreiras corporativas.

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Por que, desde os tempos mais remotos, o ser humano se dedica aos jogos?

Os jogos são uma parte fundamental da experiência humana, com raízes profundas na nossa biologia e história. Eles nos permitem explorar, aprender, crescer e nos conectar com os outros, contribuindo para o nosso desenvolvimento individual e coletivo.

Os jogos de tabuleiro, por exemplo, exigem planejamento estratégico, raciocínio lógico e adaptação às mudanças, habilidades essenciais para a vida em sociedade. Similarmente, jogos online, como os RPGs, permitem que os jogadores criem personagens, explorem diferentes mundos e interajam com outras pessoas, promovendo a socialização e o desenvolvimento da criatividade.

De fato, jogos podem ser vistos como uma simulação do mundo. Afinal, eles nos permitem explorar diferentes cenários, desenvolver estratégias e aprender com os erros sem que precisemos sofrer as consequências que sofreríamos na vida real. De tal sorte que essa simulação contribui para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, como resolução de problemas, pensamento crítico e tomada de decisões.

O que são jogos cooperativos?

Os jogos cooperativos  atividades lúdicas cujo objetivo principal é trabalhar em conjunto para alcançar um objetivo comum, em vez de competir entre si.

Ou seja, diferente dos jogos competitivos tradicionais, onde um ganha e o outro perde, os jogos cooperativos enfatizam a importância da cooperação, comunicação e trabalho em equipe.

Principais características dos jogos cooperativos:

  1. Objetivo comum: Todos os participantes trabalham juntos para atingir um mesmo objetivo.
  2. Colaboração: Requerem que os jogadores ajudem uns aos outros.
  3. Igualdade: Não há vencedores ou perdedores individuais.
  4. Desenvolvimento de habilidades sociais: Promovem a empatia, comunicação eficaz e resolução de problemas coletivos.
Através dos jogos os indivíduos podem se conectar com outras pessoas, construir relacionamentos e fortalecer laços, reforçando o senso de comunidade e pertencimento.

Benefícios dos jogos cooperativos

Desenvolvimento social e emocional

Os jogos cooperativos ajudam no desenvolvimento de habilidades sociais cruciais – como a comunicação eficaz, empatia – e a resolver conflitos. Por exemplo, ao trabalhar em equipe, os participantes aprendem a ouvir os outros, expressar suas ideias de forma clara e resolver desentendimentos de maneira construtiva.

Fortalecimento de vínculos

Participar de jogos cooperativos pode fortalecer os vínculos entre amigos, familiares e colegas de trabalho. Em outras palavras, a experiência de superar desafios juntos cria um senso de camaradagem e confiança mútua.

Inclusão e diversidade

Estes jogos são inclusivos por natureza, pois permitem que pessoas de diferentes habilidades e origens participem igualmente. Eles promovem um ambiente onde a diversidade é valorizada e todos têm a oportunidade de contribuir.

Educação e aprendizagem

No ambiente educacional, os jogos cooperativos são uma excelente ferramenta pedagógica. Eles podem ser usados para ensinar uma variedade de matérias de maneira interativa e envolvente, além de promover habilidades de pensamento crítico e criatividade.

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Entendendo os jogos cooperativos

De modo geral, o jogo cooperativo funciona para estabelecer uma relação de confiança e parceria em um clima leve edivertido. É um jogo para construir comunidades.

Sabe aquele modelo dos esportes tradicionais como o futebol baseados em eliminações e punições, vencedores e perdedores, competição e disputa? Então, os jogos cooperativos têm outra premissa: o objetivo não é superar um adversário, mas sim construir relacionamentos fortes e de confiança entre as pessoas.

O objetivo principal é incluir os participantes na resolução de tarefas e desafios.

Isso é super importante em escolas e empresas, onde trabalhar em conjunto é parte fundamental do sucesso. 

Educação Física: 6 dicas de jogos cooperativos

Os educadores físicos contam com inúmeros exemplos de jogos cooperativos. No geral, toda forma lúdica ou simbólica de cumprimento de uma meta coletiva pode ser organizada nesse modelo.

Quanto mais a coesão das equipes, turmas e coletivos se torna um valor central para empresas, escolas e famílias, mas os jogos cooperativos ganham destaque. Não por acaso, essa é uma das principais tendências na área da Educação Física.

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Aliás, diversos estudos mostram as vantagens dos jogos cooperativos em relação aos jogos competitivos tradicionais. Para ajudar, separamos 6 exemplos de jogos cooperativos para você organizar na escola, em casa ou no seu local de trabalho!

1. Esporte Cooperativo

Objetivo geral: Descentralizar a perspectiva da competição no esporte e desenvolver relações empáticas e solidárias.

Nesse tipo de prática, toma-se como base uma modalidade esportiva qualquer (vôlei, basquete, futebol, queimado, etc.) e readaptam-se algumas regras para favorecer a cooperação:

  • Rodízio – o marcador do ponto passa para a outra equipe. Podem ser estabelecidos outros critérios para esse rodízio entre as equipes (tempo ou quando a bola sair, por exemplo).
  • Todos passam – o ponto só é validado se todos da equipe participarem da jogada.

2. Lençolbol

Objetivo geral: Exercitar a contribuição coletiva para a resolução de uma tarefa.

Objetivo específico: Controlar e arremessar a bola ao cesto.

No Lençolbol, os integrantes da equipe seguram as extremidades de um lençol e controlam uma bola em cima desse lençol. A equipe deve executar uma tarefa: encestar a bola ou realizar um determinado percurso.

3. Vôlei Infinito

Objetivo geral: Desenvolver a participação e o êxito coletivo em detrimento do êxito pessoal ou de um pequeno grupo em função do todo.

Objetivo específico: Manter a bola em jogo com a participação de todos os jogadores e desenvolver fundamentos do vôlei (manchete e toque).

O vôlei infinito é como um jogo normal de voleibol. Entretanto, o objetivo não é fazer pontos na equipe adversária, e sim, manter a bola no alto realizando o maior número de passes possíveis. Para deixar a brincadeira mais divertida, você pode limitar o tempo e definir metas de passes ou toques por jogador. Aliás, uma vantagem desse tipo de jogo cooperativo é a sua adaptação: você pode usar diferentes bolas ou balões, restringir os toques a diferentes partes do corpo, etc.

4. Caneta na garrafa

Objetivo geral: Exercitar a colaboração de todos para a resolução de uma tarefa comum.

Objetivo específico: Fazer com que a caneta entre no gargalo da garrafa.

O jogo da caneta na garrafa fica mais divertido e mais difícil quanto mais pessoas participarem.

De fato, a ideia é simples: você vai precisar de uma caneta amarrada a um pedaço de barbante de cerca de 30 cm e de barbantes maiores distribuídos a cada um dos participantes. As linhas dos participantes devem ter uma de suas pontas amarradas em um nó central. Em seguida, amarre a ponta do barbante preso à caneta nesse nó.

A garrafa deve ser posta no chão e, com as cordas esticadas, a equipe deve colocar a caneta dentro da garrafa. Semelhantemente, a brincadeira também pode acontecer com os participantes de olhos fechados ou de costas para a garrafa. Nesse caso, as instruções para o movimento devem ser dadas por um dos colegas.

5. O Troféu

Objetivo geral: Exercitar a destreza, a sincronia e o trabalho em equipe.

Objetivo específico: Conduzir a bola equilibrada na madeira pelo percurso determinado.

Cada participante da equipe recebe um pedaço de madeira. Por não ser possível equilibrar a bola em apenas uma madeira, a equipe deve se organizar para que a junção das madeiras de todos os integrantes forme uma base para conduzir a bola. A tarefa faz com que a equipe tenha que planejar seus movimentos conjuntamente para manter a bola em equilíbrio.

6. Desenho às cegas

Objetivo geral: Exercitar a comunicação, dar e receber orientações e instruções.

Objetivo específico: Reproduzir um desenho sem conhecê-lo e de olhos vendados, seguindo apenas as orientações do companheiro.

Por fim, uma atividade para ser feita em dupla. Para brincar você precisa de uma folha de papel, caneta ou lápis e algo para vendar os olhos. Em todo caso, o participante pode simplesmente manter os olhos fechados. O participante que fica com os olhos abertos recebe um desenho e precisa narrá-lo para o seu companheiro. Sem olhar para o papel, a pessoa que escuta deve reproduzir o desenho narrado.

Os desenhos variam seu grau de complexidade de acordo com a idade dos participantes. Podem ser trazidos e distribuídos pelo professor/mediador ou desenhados no quadro para os participantes videntes. Cabe ao integrante vidente dar orientações para a reprodução do desenho pelo companheiro vendado. Ao final, as duplas compartilham o resultado com a turma e invertem-se os papéis.

Jogos cooperativos podem ser ferramentas pedagógicas poderosas, tornando o aprendizado mais interativo e envolvente.

Por que jogos cooperativos podem mudar o mundo?

Em suma, os jogos cooperativos podem mudar o mundo ao promoverem a colaboração em vez da competição, incentivando habilidades sociais essenciais como comunicação, empatia e resolução de conflitos.

Eles fortalecem vínculos entre indivíduos, valorizam a inclusão e a diversidade, e são ferramentas pedagógicas eficazes que tornam o aprendizado mais interativo e envolvente. Assim, ao focarem na construção de relacionamentos fortes e de confiança, esses jogos transformam escolas, empresas e comunidades, criando ambientes mais saudáveis e colaborativos.

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