Jogos Cooperativos: O que são e para que servem?

Você sabe o que são jogos cooperativos? Uma ferramenta muito usada na Educação Física, eles podem ser aplicados para crianças na escola e até mesmo para adultos em ambientes de trabalho. Mas engana-se que quem acredita que qualquer esporte com equipes seja um exemplo de jogos cooperativos. Hoje vamos aprender um pouco mais sobre essa modalidade, e como ela é usada de forma educacional para educar jovens e treinar profissionais em carreiras corporativas. Confira!

Mas enfim, o que são jogos cooperativos?

Os jogos cooperativos são exercícios que criam ambiente coletivo, de ajuda entre os seus participantes. Seus objetivos focam na resolução de tarefas e desafios através da participação de todos. Esse tipo de jogo visa estabelecer uma relação de confiança e parceria em um clima leve, criando um fortalecimento da equipe e gerando empatia entre os participantes.

Me geral, jogos cooperativos não possuem eliminações, punições e vencedores e nem perdedores. Um jogo cooperativo propõe a solução de problemas, e assim como em casa ou no trabalho, muitas vezes eles só podem ser resolvidos através de cooperação, entrosamento e diálogo para que seus obstáculos sejam superados.

Os participantes de jogo cooperativos se enxergam como parceiros, e não como adversários.

6 tipos de jogos cooperativos para Educação Física

São inúmeros exemplos possíveis. Qualquer forma lúdica ou simbólica de cumprimento de uma meta coletiva pode ser compreendido como um jogo colaborativo. Hoje em dia, os jogos cooperativos têm uma grande visibilidade e tornaram-se tendência na área de Educação Física.

Isso ocorre por conta de diversos estudos que mostram as vantagens dos jogos cooperativos em relação aos jogos competitivos tradicionais!

1. Esporte Cooperativo

Objetivo geral: Descentralizar a perspectiva da competição no esporte e desenvolver relações empáticas e solidárias.

Nesse tipo de prática, toma-se como base uma modalidade esportiva qualquer (vôlei, basquete, futebol, queimado, etc.) e readaptam-se algumas regras para favorecer a cooperação:

  • Rodízio – o marcador do ponto passa para a outra equipe. Podem ser estabelecidos outros critérios para esse rodízio entre as equipes (tempo ou quando a bola sair, por exemplo).
  • Todos passam – o ponto só é validado se todos da equipe participarem da jogada.

2. Lençolbol

Objetivo geral: Exercitar a contribuição coletiva para a resolução de uma tarefa.

Objetivo específico: Controlar e arremessar a bola ao cesto.

No Lençolbol, os integrantes da equipe seguram as extremidades de um lençol e controlam uma bola em cima desse lençol. A equipe deve executar uma tarefa: encestar a bola ou realizar um determinado percurso.

3. Vôlei Infinito

Objetivo geral: Desenvolver a participação e o êxito coletivo em detrimento do êxito pessoal ou de um pequeno grupo em função do todo.

Objetivo específico: Manter a bola em jogo com a participação de todos os jogadores e desenvolver fundamentos do vôlei (manchete e toque).

O vôlei infinito é como um jogo normal de voleibol. Entretanto, o objetivo não é fazer pontos na equipe adversária, e sim, manter a bola no alto realizando o maior número de passes possíveis. Para isso, pode ser estabelecido um limite de tempo pré-estabelecido, como meta do número de passes e/ou passes por jogador. O mesmo pode ser feito com o futevôlei.

4. Caneta na garrafa

Objetivo geral: Exercitar a colaboração de todos para a resolução de uma tarefa comum.

Objetivo específico: Fazer com que a caneta entre no gargalo da garrafa.

O barbante deve ser dividido em pedaços iguais de, mais ou menos, dois metros de comprimento, um por participante. As pontas dos pedaços devem ser unidas e amarradas no centro. Nessa junção entre as partes, deve ser amarrado um pequeno pedaço de barbante (de aproximadamente 30 cm) preso a uma caneta.

A garrafa deve ser posta no chão e com as cordas esticadas, a equipe deve colocar a caneta dentro da garrafa. O mesmo pode ser feito com os alunos de olhos fechados ou de costas para a garrafa. Nesse caso, as instruções para o movimento devem ser dadas por um dos colegas.

5. O Troféu

Objetivo geral: Exercitar a destreza, a sincronia e o trabalho em equipe.

Objetivo específico: Conduzir a bola equilibrada na madeira pelo percurso determinado.

Cada participante da equipe recebe um pedaço de madeira. Por não ser possível equilibrar a bola em apenas uma madeira, a equipe deve se organizar para que a junção das madeiras de todos os integrantes forme uma base para conduzir a bola. A tarefa faz com que a equipe tenha que planejar seus movimentos conjuntamente para manter a bola em equilíbrio.

6. Desenho às cegas

Objetivo geral: Exercitar a comunicação, dar e receber orientações e instruções.

Objetivo específico: Reproduzir um desenho sem conhecê-lo e de olhos vendados, seguindo apenas as orientações do companheiro.

Para a atividade, devem-se formar duplas. Cada dupla recebe uma folha de papel, caneta ou lápis e uma venda (pode pedir para os participantes, simplesmente fecharem os olhos). Um integrante da dupla deve fechar ou ter olhos vendados, o outro recebe um desenho, que deverá ser reproduzido por seu companheiro vendado.

Os desenhos variam seu grau de complexidade de acordo com a idade dos participantes. Podem ser trazidos e distribuídos pelo professor/mediador ou desenhados no quadro para os participantes videntes. Cabe ao integrante vidente dar orientações para a reprodução do desenho pelo companheiro vendado. Ao final, as duplas compartilham o resultado com a turma e invertem-se os papéis.