Educação infantil na pandemia: dicas de atividades para as crianças

A Educação Básica é formada por três grandes etapas: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. O segmento da Educação Infantil configura-se como o primeiro contato da criança com a escola, atendendo alunos de 0 a 5 anos de idade. Lembrando que, no Brasil, a Educação Infantil é obrigatória para crianças a partir dos 4 anos, sendo facultativo o ingresso escolar nos anos anteriores.

Com a necessidade de suspensão das aulas presenciais, uma preocupação tomou conta dos educadores dessa etapa escolar: como minimizar os impactos da pandemia no processo de ensino-aprendizagem de crianças tão pequenas? Fernanda Queiroz, coordenadora da pós-graduação em educação infantil da Ensin.E indica que, para lidar com situações novas, é preciso informação e formação.

A educadora afirma que a pandemia desconstruiu o trabalho realizado na área, que permitia que as mães e pais pudessem ter uma vida profissional e que as crianças pudessem conviver com os colegas. “Essa interação afeta diretamente o convívio social e a formação das crianças.”

Mas, se os eixos das práticas pedagógicas desse segmento são as interações e a brincadeira, como fazer isso de maneira não presencial?

A INTEGRAÇÃO DA FAMÍLIA NOS PROCESSOS REMOTOS

Fernanda entende a possibilidade de se trabalhar o ensino a distância na Educação Infantil. Essa modalidade de ensino, mais comum no Ensino Fundamental e Médio, através de plataformas para aulas online, pode ser adaptada para atender também as crianças pequenas.

No contexto da Educação Infantil, atividades e encontros podem acontecer de forma remota, mas a família assume o protagonismo das práticas pedagógicas, com o total apoio dos educadores.

DICAS DE ATIVIDADES REMOTAS COM AS CRIANÇAS PEQUENAS

Em essência, ao longo desse período de pandemia, Fernanda sugere como adaptações metodológicas algumas práticas que podem ser acompanhadas de maneira remota pelo professor. São elas:

  • Gravar aulas que priorizem histórias, músicas e brincadeiras. Essas aulas podem ser disponibilidades por links ou enviadas por aplicativos de mensagens para os pais e responsáveis;
  • Orientar a família quanto ao uso de ferramentas tecnológicas a partir de intencionalidades educativas;
  • Disponibilizar para os pais jogos simbólicos que auxiliam nas aprendizagens de números e letras;
  • Sugerir atividades que integrem todos os membros da família, como a contação de histórias, por exemplo. Envolva inclusive o bichinho de estimação.

É importante que as atividades sugeridas estejam contextualizadas às realidades das crianças. Tente entender junto aos pais e responsáveis quais utensílios da vida diária podem ser utilizados para as práticas sugeridas. Existem livros de histórias nessa casa? A criança tem fantoches, tecido, instrumentos musicais? A partir dessa noção, adapte as atividades considerando os recursos possíveis para a família.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) recomendam o acompanhamento do trabalho pedagógico e avaliação do desenvolvimento das crianças. Mas, é importante lembrar que nesse segmento a transmissão de conteúdos não implica aprovação e reprovação escolar.

Alinhadas às diretrizes do segmento, a educadora indica ações avaliativas como a observação crítica e criativa, os múltiplos registros do que foi realizado (seja em formato de portfólio ou relatório individual), além do feedback dos pais e das próprias crianças.

De acordo com Fernanda, o professor especializado em educação infantil é extremamente diferenciado. “Os cursos de pedagogia não contemplam tudo que o profissional precisa para atuar na área. Se você abrir a grade curricular da pós-graduação em educação infantil, por exemplo, vai notar como são vastos os conhecimentos. Ou seja, quem faz essa pós sai pronto para atuar com excelência e tranquilidade na área”, explica.

Aproveite e conheça o curso em educação infantil, que terá sua primeira turma em setembro.