A trajetória de um mestre-cervejeiro raramente começa em laboratórios complexos. Ela nasce, quase sempre, de uma curiosidade genuína e do prazer de criar algo único. Unir o desejo de beber uma cerva diferenciada à curiosidade sobre todo o processo. Para Celso Pimentel Gomes, estudante da Pós-Graduação em Produção de Cerveja, da cidade de São Bento do Sul, Santa Catarina, essa jornada teve um início.

Descobrindo um novo universo cervejeiro
Tudo começou no final de 2019. Influenciado por um amigo, Celso descobriu que a cerveja artesanal era um universo de infinitas possibilidades. “Fiquei encantado com a ideia de poder criar minha própria cerveja em casa e mergulhei de cabeça nesse universo”, lembra o estudante.
O que começou como hobby logo se transformou em uma busca por conhecimento em livros técnicos e fóruns especializados em produção de cervejas. Ele percebeu cedo que, para elevar o nível, precisaria entender a fundo a química e a biologia por trás da brassagem.
Celso foi guiado pela curiosidade: “Com o tempo, fui buscando conhecimento em fóruns, canais especializados, e principalmente em livros técnicos de produção cervejeira. Logo percebi que, quanto mais eu estudava, melhor minhas cervejas se tornavam — e isso me motivou a seguir me aperfeiçoando continuamente”, diz.
O desafio da produção
Celso decidiu explorar um dos caminhos mais complexos da sommelieria: as cervejas históricas. Essa vertente de produção tem adeptos em todos os cantos do mundo. A ideia é simples, buscar receitas desenvolvidas no passado e reproduzir seus passos em busca de um sabor com gosto de passado.
Visando a participação em concursos de cerveja, a escolha de receita desenvolvida por Celso foi a Gotlandsdricka (cuja tradução literal do sueco é “Bebida de Gotland”). Originária da ilha de Gotland, na Suécia, esse estilo remonta à era Viking, quando a cerveja era produzida de forma rústica, comunitária e profundamente ligada à terra.

“Essa cerveja é resultado de um processo de evolução. Já havia participado de outros três concursos e notava nitidamente o avanço na qualidade das minhas produções conforme estava estudando”, pontua o estudante que hoje já está prestes a concluir a sua Pós-Graduação.
Para recriar esse estilo com uma roupagem moderna, Celso utilizou uma combinação precisa de insumos:
Malte Defumado Beech Smoked: Um malte seco sobre madeira de faia (Beechwood), que confere notas sutis de fumaça, remetendo às antigas secagens de grãos em fogueiras.
Bagas de Zimbro: Um ingrediente clássico das cervejas nórdicas que substitui ou complementa o lúpulo, trazendo um perfil herbal, resinoso e levemente picante.
Camomila: Utilizada para trazer um frescor floral, equilibrando o peso do defumado com delicadeza sensorial.
Levedura Kveik: Uma levedura de origem fazendeira norueguesa, famosa por fermentar em temperaturas mais altas sem gerar defeitos, entregando notas frutadas e preservando o caráter rústico e natural dos ingredientes.
Receita de sucesso
Em setembro de 2025, Celso colocou os seus conhecimentos à prova, inscrevendo a sua receita sueca no XII Concurso Estadual da ACervA SC 2025. O resultado? A Gotlandsdricka conquistou a medalha de bronze no concurso, concorrendo na categoria European Bitter.
“Apliquei todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos, tanto o prático quanto o teórico, e também o aprendizado recente proporcionado pela Pós-Graduação, que conta com um corpo docente de altíssimo nível, com mestres e sommeliers de reconhecimento nacional e internacional”, reflete Celso.
O que é a categoria European Bitter? Em concursos de cerveja, as amostras são agrupadas por perfis sensoriais. A categoria European Bitter reúne estilos que possuem o amargor como característica equilibrante, geralmente vindos de tradições europeias (como as famosas Bitters inglesas). Ter uma cerveja histórica premiada dentro desta categoria (a mais disputada do evento, com 23 inscritos) demonstra um equilíbrio técnico impecável.
“Ter conquistado a medalha de bronze nessa categoria, com a melhor Historical Beer do concurso, foi uma grande alegria e uma motivação extra para seguir estudando e aprimorando minha arte. Essa conquista despertou em mim o desejo de me especializar em estilos históricos, muitas vezes esquecidos, e também em reinterpretá-los sob uma ótica moderna, unindo tradição, técnica e criatividade” reforça o estudante cervejeiro.
Conhecimento como diferencial
Se o talento de Celso foi o motor, a Pós-Graduação em Produção de Cerveja da EnsinE foi o combustível. Celso destaca que o salto de qualidade em suas produções coincidiu com o suporte acadêmico de mestres e sommeliers de renome nacional e internacional.
“O curso ampliou minha visão técnica e científica sobre o processo e reforçou minha vontade de seguir esse caminho com ainda mais profissionalismo. A EnsinE tem sido uma verdadeira potencializadora desses sonhos”, afirma Celso.
A história do Celso prova que a união entre paixão e formação técnica de elite abre portas para o reconhecimento. Na Faculdade EnsinE, em parceria com o Expresso Cervejeiro, oferecemos a estrutura para que você domine cada detalhe — do malte defumado à gestão de fermentações complexas.
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