A história da arquitetura é tão longa quanto a história da humanidade e provavelmente tão complexa quanto. A arquitetura na Idade Antiga traz algumas curiosidades interessantes e que moldaram a forma de construir que vemos hoje.
Construções que antes eram feitas apenas para moradia e sobrevivência, agora são projetadas para impactar quem passa pelas ruas e proporcionar mais conforto para quem usufrui do local.
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O fato é que desde as cavernas na idade da pedra, até o desenvolvimento da arquitetura e urbanismo com modernos arranha-céus, cada edifício deixou sua marca na história.
Para você conhecer sobre essas principais etapas, apresentamos um breve resumo com a história da arquitetura no mundo todo ao longo dos anos.
Arquitetura neolítica
As estruturas pré-históricas construídas de 10.000 anos a.c. até os anos 2.000 a.c podem ser consideradas o nascimento da arquitetura.
Esse período, conhecido como a Idade da Pedra. Foi quando as pessoas começaram a criar e organizar os espaços e lugares não apenas para sobreviver. Como também por causa do simbolismo.
Foi durante a arquitetura neolítica que foram construídas estruturas monumentais, como Stonehenge. Moradias nos penhascos das Américas. E estruturas de palha e barro perdidas no tempo.

Arquitetura no antigo Egito
Um dos períodos mais marcantes para a história da arquitetura e da humanidade foi o Egito Antigo. Na época, a arquitetura era usada principalmente para refletir o poder de vários deuses.
Governantes poderosos construíram pirâmides, templos e santuários monumentais.
Longe de serem consideradas primitivas, as construções enormes, como a Pirâmide de Gizé, impressionam até hoje. As técnicas de engenharia utilizadas na época, permitiram que as pirâmides atingissem grandes alturas.
Materiais como tijolo de barro cozido, pedra e calcário foram os responsáveis pela construção de estruturas que continuam intactas.

Principais características da arquitetura do antigo Egito
A arquitetura egípcia é marcada, principalmente, pela grandiosidade. Isto pode ser notado em algumas de suas maiores representantes: as pirâmides.
Porém, algumas outras características também são importantes como: a simplicidade nas formas, aspecto maciço e pesado, predominância de superfícies sobre os vazios, policromia.
Os monumentos funerários podem ser divididos em: mastabas, hipogeus e pirâmides.
MASTABAS: túmulos de forma retangular e que foram feitos inicialmente de tijolos e posteriormente de pedras. As câmaras funerárias eram escavadas bem abaixo da base da mastaba.

HIPOGEUS: túmulos escavados na rocha. Contém galerias, corredores e até salas mobiliadas.
Antigo Egito: curiosidades sobre as pirâmides
Sem sombra de dúvida, as pirâmides são alguns dos maiores representantes da arquitetura egípicia.
Suas construções começaram a partir de 3.650 a.C, nas dinastias III e IV dos faraós. Os arquitetos no Egito, por sinal, eram considerados como as pessoas que realizavam os grandes sonhos dos faraós.
Para os egiptólogos (estudiosos do Egito Antigo), as pirâmides não foram construídas por escravos, mas por trabalhadores que recebiam um pagamento diferente dos salários dos trabalhadores atuais.
Cada pirâmide demandava enormes quantidades de trabalhadores na produção e no deslocamento de blocos de pedras que pesavam mais de uma tonelada (1000 quilos). O tempo para a construção das pirâmides era longo – às vezes uma pirâmide começava a ser construída por um faraó (principal líder político e religioso do Egito Antigo) e ele acabava falecendo antes do término da construção.
Função das Pirâmides
A morte e o ritual de passagem eram extremamente importantes para os egípcios: a vida seria eterna, e não a morte; esta seria uma passagem para o retorno da vida. Os túmulos eram importantes para a civilização egípcia, pois eles representavam a moradia da vida eterna – quando a pessoa retornasse da morte, o túmulo seria o seu novo lar.
Dos túmulos simples aos mais sofisticados, os egípcios sempre davam uma grande atenção para seus mortos. Portanto, as pirâmides eram construídas para ser o túmulo do faraó, ou seja, o corpo do faraó seria ali preservado até este retornar da morte, para viver eternamente.

A arquitetura das pirâmides se dividia em escalonada (ou em degraus), sendo estas o primeiro modelo de pirâmide construído. Elas tiveram grande importância, pois representavam uma evolução das mastabas.
Posteriormente, na dinastia IV, vieram as pirâmides lisas – sendo estas as que usualmente conhecemos hoje.
Na cidade de Dahsur está a primeira de todas as pirâmides: a Vermelha. Já na cidade de Gizé está o mundialmente conhecido Necrópole de Gizé. É um complexo composto pelas pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, além da Grande Esfinge.
Inclusive, foi construído na IV dinastia e hoje são consideradas como uma das Sete Maravilhas do Mundo.
A pirâmide de Quéops, contava com altura original de 140 metros. A forma piramidal representava os raios descendentes do Sol e a maioria das pirâmides eram revestidas por pedra calcária branca, polida e altamente reflexiva, o que dava a essas estruturas uma aparência brilhante quando vistas à distância.

Arquitetura na idade antiga: como eram os túmulos para os Faraós
Quando ocorria a morte de algum faraó, todos os seus empregados, sacerdotes, escribas e animais domesticados eram sacrificados e colocados nas pirâmides (túmulos) juntamente com o corpo do faraó.
Além disso, todos os objetos valiosos, joias e ornamentos eram colocados na pirâmide.
Isso era feito para que o faraó encontrasse todos os seus empregados, sacerdotes, animais e riquezas quando voltasse à vida. Geralmente os túmulos dos faraós eram de difícil acesso para evitar roubos e saques.
A preocupação com a morte e com o retorno à vida para os egípcios se efetivou como um estilo de vida. A civilização egípcia desenvolveu a técnica da mumificação, que tinha como principal finalidade a preservação dos corpos das pessoas mumificadas, pois quando retornassem à vida, seus corpos estariam preservados.
A pirâmide, além de ser o túmulo dos faraós, também ostentava e exaltava o poder do faraó que a construíra, através da sua grandiosidade monumental e arquitetônica. Em outras palavras, a construção de uma pirâmide por um faraó era sinônimo de poder.
Da arquitetura na Idade Antiga para a contemporaneidade
Na contemporaneidade, a aplicação da arquitetura egípcia pode ser vista, principalmente, na decoração e no design de interiores.
Elementos como o uso do preto e do dourado, que denotam o luxo que as antigas edificações tinham, podem facilmente ser trazidos para os ambientes.
Tapetes, castiçais e quadros com arte egípcia, entre outros itens, também podem ser utilizados pelos designers de ambientes que desejarem trabalhar essa cultura em seus projetos.
Conhecer a arquitetura egípcia é realmente inspirador. Todo arquiteto ou amante da área fica encantado quando se aprofunda nesse tema. Esperamos que você tenha gostado do nosso artigo.
A história da arquitetura do Egito está intrinsecamente ligada ao orientalismo.
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amei ajudou muito!
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