Postar, consumir e postar mais. Quantas vezes você já se sentiu esgotado por contas das demandas online? Ou pressionado em manter um ritmo veloz de postagens? Bom, se você já se viu em um loop de produção de conteúdo instantâneo, saiba que não está sozinho.
Afinal, as redes sociais só crescem, as plataformas digitais estão cada vez mais competitivas e os algoritmos parecem que vão nos engolir. Mas será que vale a pena sacrificar o conteúdo de qualidade para entrar no ritmo veloz das redes?

Em seu livro Devagar: Como um movimento mundial está desafiando o culto da velocidade, Carl Honore traça exemplos de como essa cultura de velocidade está provocando fortes impactos na nossa saúde: estresse, esgotamento, falta de sono e ansiedade, muita ansiedade.
Essa exigência por uma performance veloz também atinge os produtores de conteúdo: segundo a pesquisa da empresa Squid, o Instagram deixa 78% dos influenciadores ansiosos.
E é nesse contexto que surge o Slow Content. Na contramão dos algoritmos, o Slow Content ou “conteúdo lento” prioriza a qualidade acima de tudo. O conceito vem da mesma corrente de pensamento do Slow Living – um movimento sobre ver e viver a vida de uma forma mais consciente e menos veloz. Mas como é isso na prática?
Saiba os “mandamentos” da filosofia Slow Content:
1) Tudo no seu tempo
No slow content, produzir com equilíbrio é a chave para um bom conteúdo. Há tempo para consumir, contemplar, digerir e finalmente, compartilhar. Mas para isso funcionar é necessário muito planejamento. Monte um cronograma que conte a sua história ou da sua marca de forma contínua e genuína, assim você ganha autoridade no seu nicho.
2)Postar com propósito
Postar por postar não é válido nesse movimento. É preciso parar e entender o objetivo do post, porque ele é relevante para sua audiência, que dores ele vai sarar, quais problemas irá resolver. Produza conteúdo que faça diferença.
3)Apreciar o processo
O bom conteúdo pode levar tempo para ser produzido. Exige pesquisa, estudo, reflexão, ou seja, é um processo. Mas imagina se a execução não é prazerosa? Curtir o momento de escrita e maturação do seu conteúdo é essencial para o produto final gerar conexões e identificação.
4)Explorar outras fontes
Qualquer profissional que trabalhe com meios digitais precisa de referências e repertório para criar, mas as redes podem nos deixar com um olhar muito viciado, né? Então, sai das redes, explore livros, filmes, revistas e até conversas podem gerar insights.
Por exemplo, o podcast abaixo é uma ótima pedida para entender mais sobre slow content!

E o engajamento? Como fica?
A prática do Slow Content talvez não renda números altos e um crescimento rápido, mas ao produzir um conteúdo de impacto real na vida das pessoas, você gera uma audiência mais engajada. O foco do movimento é criar histórias que não sejam descartáveis no outro dia, é fazer com que as pessoas se identifiquem de fato com o conteúdo e se sintam transformadas. É sobre gerar métricas orgânicas.
Mas e você, qual conteúdo tem produzido? Prefere o formato de produção em série ou acha que vale investir em um conteúdo mais diário? Não deixe de acompanhar o nosso blog para ficar dentro dessa e de outras tendências!