O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos do treinamento de força em mulheres com câncer de mama, com ênfase nas idosas e nas repercussões sobre sarcopenia, funcionalidade e qualidade de vida antes, durante e após o tratamento oncológico. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura na base de dados PubMed, utilizando termos relacionados a câncer de mama, treinamento resistido, envelhecimento, sarcopenia, funcionalidade e qualidade de vida. A busca identificou inicialmente 152 registros. Após a triagem por título e resumo, a leitura dos textos potencialmente elegíveis e a aplicação dos critérios de seleção, 24 publicações foram incluídas na síntese. O conjunto analisado reuniu ensaios clínicos, estudos observacionais e qualitativos, revisão sistemática e protocolos de pesquisa. Os achados indicaram que o treinamento resistido, isolado ou combinado ao exercício aeróbico, pode contribuir para a preservação ou melhora da força muscular, da massa magra, da capacidade funcional, da mobilidade, da saúde óssea e da qualidade de vida, além de auxiliar na redução da fadiga e de outros efeitos adversos associados ao tratamento. Também foram observadas evidências de segurança e boa tolerabilidade quando os programas foram supervisionados e individualizados. Entretanto, a heterogeneidade das amostras e dos protocolos, a presença de estudos ainda em fase de protocolo e o número limitado de pesquisas exclusivamente voltadas a mulheres idosas exigem cautela na generalização dos resultados. Conclui-se que o treinamento de força constitui uma estratégia complementar promissora no cuidado de mulheres com câncer de mama, devendo ser prescrito de forma individualizada e integrado ao acompanhamento multiprofissional.
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