Este estudo teve como objetivo analisar o papel da atividade física na prevenção da depressão em idosos, destacando seus benefícios para a saúde mental e a qualidade de vida. A depressão na população idosa é uma condição multifatorial, influenciada por fatores biológicos, psicológicos e sociais, como doenças crônicas, isolamento social, perda de familiares e declínio funcional. Nesse contexto, a atividade física tem sido amplamente reconhecida como uma estratégia não farmacológica eficaz tanto para a prevenção quanto para a redução dos sintomas depressivos. Esta pesquisa caracteriza-se como uma revisão bibliográfica qualitativa, baseada em artigos científicos selecionados nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico. Os critérios de inclusão compreenderam artigos disponíveis na íntegra, publicados nos últimos 20 anos, que abordassem a relação entre atividade física e depressão em idosos. Os resultados indicam que a prática regular de atividade física está associada a menores níveis de sintomas depressivos e à melhora da saúde mental em idosos. Os estudos também destacam que o exercício físico promove a liberação de neurotransmissores relacionados ao bem-estar, favorece a interação social, melhora a autoestima e contribui para a capacidade funcional. No entanto, os benefícios da atividade física parecem resultar da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. Conclui-se que a atividade física representa um importante fator de proteção contra a depressão em idosos, contribuindo significativamente para a promoção da saúde mental e da qualidade de vida dessa população.
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